"Uma missão diplomática formada por deputados brasileiros chegou nesta quarta-feira à noite à capital hondurenha, Tegucigalpa, para uma missão com menos de 48 horas e que não visa oferecer qualquer espécie de intermediação no conflito que vive Honduras.
A agenda da comitiva liderada por Raul Jungmann (PPS-PE) prevê para esta quinta encontros com representantes da Suprema Corte do país, da Comissão Nacional de Direitos Humanos, integrantes da comunidade brasileira, um almoço com o presidente do Congresso de Honduras e uma visita à Embaixada brasileira, na qual se encontra abrigado o líder deposto de Honduras, Manuel Zelaya." [fonte]
Galera ficou curiosa pra ver o tio Zé de perto, não tinha muito o que fazer e se mandou pra Honduras! Eba!
Com o dinheiro de quem?
Afinal, essa turma vai resolver o quê, se até os diplôs estão de cabelo em pé por não saberem o que fazer?
Assim é legal... viajar sem resolver pepinos - e justamente para os lugares mais in do planeta - e tirar umas fotos com o político deposto do momento. Melhor do que amargar dois anos matando moscas em Uagadugu.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Tá dominado!
É impressão minha ou ele já enfileirou os chapéis ali atrás?
Quer café, suquinho ou chá?
Olha só o que nos espera, calégas ofchans...
Es nosotros en la película*
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*Para os chatos, já aviso que o erro é proposital.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Pra ficar belezuca
Penteadeira, toucador, vanish em inglês (achei curioso)... Os quartos em São Paulo são cada vez mais minúsculos e fica difícil ter cama, guarda-roupa decente e mais uma penteadeira. Mas... ai, que sonho!
Mamãe tinha uma penteadeira linda, com um espelho que cobria quase toda a parede. Duvido que consiga ter uma numa kitnet em Candango City, mas não custa sonhar, né?
Mamãe tinha uma penteadeira linda, com um espelho que cobria quase toda a parede. Duvido que consiga ter uma numa kitnet em Candango City, mas não custa sonhar, né?



Penteadeira DA diplomata: maquiagem Dior e Lancôme, creminhos Kiehl's, esmalte Chanel, anti-rugas La Prairie...
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Penteadeira DA ofchan antes da remoção para New York: maquiagem Vult, creme Monange, esmalte Colorama, anti-rugas Avon... (depois da remoção dá pra comprar MAC, né?)
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Penteadeira DO diplomata: maquiagem Dior e Lancôme, creminhos Kiehl's, esmalte Chanel, anti-rugas La Prairie e um ofchan bem bofe escândalo abanando com um leque de plumas de aves raras de Madagascar...
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Itamarateca,
Post mulherzinha,
sou um espírito sem luz...
sábado, 5 de setembro de 2009
150 oficiais de chancelaria recém-nascidos!
Pra provar que Santo Escanteio - padroeiro dos ofchans - existe, finalmente teremos a nomeação dos 150 neófitos. A cerimônia de posse ocorrerá no dia 16 de setembro e amigos e familiares podem ir lá assistir. Só não pode o 301º lugar que ficou fora do Curso de Formação pra se explodir lá dentro. Depois disso eles poderão pedir autorização ao MPOG para nomear mais 75 candidatos, e eu estou nessa turma. E lá pro começo do ano que vem, se tudo der certo, esses aí estão correndo pra Brasília pra nova posse.
A realidade é que os diplomatas, que terminaram anteontem de fazer a prova, já estão empossadinhos, os lindinhos. E os ofchans estão passando fome há um mês em Brasília esperando a nomeação que não sai nem com macumba de antropólogo. Vou mudar esse blog de mamaequeroserdiplo.blogspot.com para souofchansimedai.blogspot.com e começar uma campanha pelo orgulho ofchan!
E estou sabendo que teve festa de arromba para comemorar a nomeação em algum lugar do Lago Norte. Fiquei roxa de inveja porque estou aqui em São Paulo. Porque festa ofchan é muito melhor do que festa diplô. Nós temos cajuzinhos e coxinhas à vontade, e não falta pinga de barrilzinho!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Pra quem quer castelos cheios de escravos!
Já disse que o maior salário no exterior é o de Brazzaville, Congo: mais de oito mil doletas, ui!
Então, ofchans cheios de cobiça e vaidade, vão treinando desde já:

O outfit super trendy da ofchan aventureira e prevenida:

Quando eu voltar de lá conto como manter esse pentchiádu mamãe-sou-linda sempre impecável naquela selva pros diplôs mais sensíveis que estiverem com passagem marcada.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Amores itamaratecos
Pois é, tive minha identidade revelada nos comentários pelo Philos (futuro caléga de Merré), mas ele levantou uma questão interessante: quem entra numa carreira onde nunca se para em lugar nenhum consegue namorar, casar, manter um relacionamento?
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Bem, fica difícil dar uma resposta definitiva porque eu ainda estou do lado de fora. E ainda precisaria de uns bons anos lá dentro para ver como as coisas acontecem. Mas várias vezes eu pensei se o Itamaraty não pode ser uma cilada para uma mulher, já que ela correrá o mundo e nem sempre consegue um companheiro que a acompanhe. Ou ele precisa ter uma profissão maleável e que permita mudanças, ou será sustentado por ela ou por uma herança de uma tia solteirona. Para o homem é mais fácil, já que é comum uma mulher não trabalhar e se dedicar à família. Mas ainda assim ele precisa encontrar alguém que esteja disposta também a morar uma hora na Tanzânia, outra hora em Londres, depois em Taiwan. E se tiverem filhos, ela ainda precisa ajudar os pimpolhinhos a não enlouquecer nessa vida maluca dos pais.
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Quando disse a um amigo que tinha passado no concurso, ele já foi logo falando: "É, mas você sabe que pode ficar solteirona, né?". Portanto, as opções são mesmo mais limitadas para os merréicos: se diplomatas, podem ter a sorte de encontrar um companheiro no Itamaraty mesmo, porque terão que viajar de qualquer maneira; os ofchans procuram um merréico respectivo ou podem optar por não pedir remoção e ficar por Brasília mesmo, ainda que seja ruim para a carreira. Ou então todo mundo fica pra titia.
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As opções são ainda mais escassas porque talvez o MRE não seja o melhor lugar pra procurar namorado, marido, peguete. Ah, talvez para os rapazes mais bonitinhos e arrumadinhos que agradem aos seus chefes.
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É por isso que o Merré não é pra qualquer um. Além de ter formiga no rabo pra viajar, você precisa saber do risco de acabar sozinho num apartamento em Bancoc no Natal bebendo e chorando. Ou se preparar para virar uma autêntica maria-passaporte e descobrir um diplomata solteiro que goste de mulher. E as duas coisas num homem só, diz a lenda, é coisa rara.
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O homem pode acabar com várias ex-mulheres e um monte de filhos espalhados pelo mundo, se não procurar alguém que aguente o ritmo. Ou pode curtir justamente isso (tirando os filhos).
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A propósito, parece-me que o MRE é bastante tranquilo em relação a casais homossexuais, mas tudo o que pode fazer é expedir um visto de serviço para o companheiro (a). São os "serviçais do amor" (cafooona, mas a expressão não é minha). Tem gente que acha degradante, mas segundo as leis do nosso país essa pessoa não pode ter direitos de esposo (a), então o Itamaraty se vira como pode.
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Estou acostumada com as mulheres solteironas de serviço público, pois elas já são numerosas aqui na Secretaria (onde as pessoas nem precisam ir pro exterior). Correm histórias de velhinhas virgens aos 70 anos, e quando entrei aqui já foram me falando para eu me casar logo porque senão a maldição iria me pegar. Há algum tempo atrás o gabinete do secretário só aceitava funcionárias solteiras e sem filhos para se dedicar totalmente ao trabalho, e agora existem muitas dessas por lá que não se aposentam porque ficariam sozinhas em casa.
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Eu resolvi meu problema por enquanto. O meu namorado é diplomata wannabe e também quer zanzar pelo mundo. Portanto, eu já estou criando o meu futuro chefe, que vai jogar todo o trabalho nas costas do Assistente de Chancelaria e vai passear comigo pelas belezas de Uagadugu.
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ps: aliás, é aniversário do meu lindo. Parabéns, Lu. Te amo muito! E vê se passa logo na porr... - digo - nesse concurso porque tô precisando muito de um chefe chique e discreto que me dê um monte de regalias.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Sobre as remoções ao exterior
Vamos parar com o mimimi, porque tem gente que está acompanhando esse blog pra saber mais sobre o Merré, os oficiais de chancelaria e os diplomatas.
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Pois bem, eu ainda nem comecei a trabalhar e já tô arrotando conhecimento. Mas o Curso de Formação de 2 semanas em Brasília com diplôs simpáticos e outros nem tanto me deu uma idéia de como algumas coisas funcionam. Além do contato com os futuros calégas que sabem tudo sobre a carreira e estão ansiosos esperando pela posse à base de sal e água em Brasília porque se mudaram de mala e cuia e o MPOG não autoriza a nomeação nem com macumba. MPOG feio! Aposto que os novos diplomatas já compraram seus caderninhos do ursinho Pooh e da Moranguinho porque as aulas já vão começar. Já os oficiais de chancelaria, que fizeram concurso em fevereiro... é pra se acostumarem desde cedo que ofchan só de fode quando tem diplô por perto. Afe!
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Pois bem, eu pretendia falar aqui das remoções para o exterior. Afinal, quem entra no MRE pensa em quê?
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a) Servir a Pátria?
b) Ganhar um bom salário e estabilidade?
c) Viajar móoooooiiinnto às custas do Estado?
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É claro que a alternativa correta é a C! Afinal, se quer sofrer pela Pátria é só entrar no exército. Se quiser um bom salário, procure uma carreira no Judiciário. Mas se você não curte um masoquismo nem bofes escândalo de uniforme e tem medo de enlouquecer enumerando páginas de processos pelo resto da vida na mesma sala, mesma mesa e com mesmos calégas, aqui pode ser o seu lugar.
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E a primeira coisa que o canditado a ofchan ou diplomata pensa é a remoção dos sonhos: o lugar para onde poderá se mudar depois de 2 anos de escravid..., ops, serviço em Brasília. Primeiro porque morar fora é uma experiência e tanto. E o salário é maior e em dólar, além do Merré cobrir o aluguel (total ou parcial, dependendo do Posto).
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Os países onde o Brasil tem escritórios, embaixadas e consulados dividem-se em postos A,B,C e D.
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Os Postos A são tudo de bom: Paris, New York, Londres... aqueles cenários perfeitos para ser um senhor embaixador e dar festas com cascatas de ferrero rocher. Mas, meus queridos... eles são concorridos, o trabalho é árduo (imagine cuidar de pepino de brasileiro em NY), você tem que contribuir com o aluguel da sua moradia e o salário nem sempre dá pra ter vida de rei (mas a gente pode fazer uma festa de ofchan com tortuguitas de chocolate). Vale mesmo para curtir, fazer turismo no fim de semana pela Europa e estocar cosméticos que são o olho da cara no Brasil. Mas nem sempre dá pra fazer um pé de meia pra dar entrada numa kit de 30m² em Candango City.
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Os postos B são legais, mas menos concorridos. Tóquio (que era posto C), Praga (ah, todo mundo sonha com Praga!). Lugares onde o salário rende mais (exceto Tóquio... uma fria, a não ser que você curta anime e sonhe em morar no Japão) e talvez você não precise desembolsar o aluguel.
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Postos C nem sempre são lugares ruins. Às vezes são cidades de terceiro mundo, mas não diferentes de boas cidades no Brasil. Talvez lugares até muito legais, mas sobre os quais nunca ouvimos falar (Malásia e cia., Leste Europeu, etc). Pra ser sincera são os postos que mais me atraem, porque eu fiz Antropologia e sou meio doidinha. E sou da opinião que Paris e New York a gente conhece nas férias, mesmo. E se fôr no Leste Europeu, pega um trem nos fins de semana e se esbalda nos países vizinhos, Creuza! O salário é maior, pagam todo o aluguel e dá pra fazer um bom pé de meia. E se não me engano o tempo para promoções conta em dobro.
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Já os Postos D... são aqueles lugares onde você vai se tiver disposição para pegar malária, disenteria e diarréias com a água local (se tiver sorte... geralmente você é obrigado a manejar armas para se defender, a dormir com coletes a prova de balas e a manter a disposição física para correr - muito, geralmente até o país vizinho - quando necessário). Ou quiser escrever uma tese sobre alguma tribo perdida na África Setentrional. Mentira... nem todos os países são assim, mas a maior parte deles. Geralmente os melhores receberam essa classificação porque são distantes, ou não têm nada para fazer além de abanar o diplomata com um leque de plumas de pássaros raros locais (se você for um pobre ofchan), matar moscas e jogar cartas. Pouca gente se aventura por lá, então você terá um ou dois calégas e mais ninguém. Se um deles enlouquecer com algum feitiço da tribo mais próxima e o outro ficar depressivo depois que a mulher o abandonar, quem sofrerá será você. Mas o tempo para promoção é contado em triplo, tem os melhores salários (e nada para comprar além de vegetais e água mineral), passagens aéreas para o Brasil de tempos em tempos para desensandecer e o tempo de permanência é de "apenas" 2 anos. Pra ter uma ideia, o salário de um ofchan em Brazzavile, Congo, é de quase 9 mil doletas!!! Como diria um dos nossos amigos do Curso de Formação: "Eu vou comprar um castelo no Congo e enchê-lo de escraaaavos!" (dizia isso com os olhos brilhando com cifrões e um sorriso maligno de sinhô Leôncio). Mas antes aconselho uma pesquisada básica no Google sobre a condição desses países, principalmente detalhes sobre possíveis guerras civis.
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Dica: Nesse blog aqui um ofchan relata o seu dia a dia num posto D, em Cabo Verde. Vale a visita.
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Bem, eu não posso dizer qual a minha remoção dos sonhos. Só garanto que não é Posto A ou B. Um dia quero ir pra NY, eu adoro essa cidade. Mas antes quero juntar uma grana e comprar meu apêzinho, porque ofchan precisa voltar pro Brasil de vez em quando. E fica aqui mais alguns anos antes de um novo ciclo de remoções.
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A propósito... há algum tempo perguntaram na comunidade do Orkut Coisas da Diplomacia se era possível um diplomata trabalhar em São Paulo, pois a criatura que perguntava isso achava que "Brasília deve ser um lugar muito estranho!". Ei... acorda!! Meu filho, se tu acha que Brasília é estranha, quer ser diplomata pra quê? Pra entrar no Merré não adianta só sonhar com Sampa e Postos A. Um dia você vai acabar em Uagadugu... e aí vai ter um choque de realidade.
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Futuros calégas de Merré, sejam flexíveis. E encarem Brasília como seu primeiro Posto no exterior. É aí que começa a festa, a mudança, a adaptação à cidade. Sei que o planalto central é Posto F e tem o menor salário de todos (e, quiçá, o maior custo de vida), mas tem lá suas vantagens. Lembrem-se que repetirão esse processo várias vezes, mas no futuro será em lugares onde o calor é insuportável ou onde se neva metade do ano, e ninguém fala a sua língua.
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Por quê o Itamaraty?
A maior parte dos concurseiros define seus objetivos de acordo como o salário do concurso, grau de dificuldade, status. E aí, nem sempre importa o órgão ou entidade visado. Talvez distinguam entre Executivo e Judiciário, pois o Judiciário costuma pagar mais e ter um monte de regalias.
Mas quem decide ser diplomata dificilmente escolhe a carreira apenas pelo salário, que não é lá tão alto, comparado a outras carreiras públicas. Talvez pelo status. Ou por patriotismo, porque quer acabar com o conflito árabe-israelense, porque quer morar em Paris, porque quer explodir em Bagdá a serviço da ONU e virar mártir.
Enfim... o salário não compensa a dificuldade do concurso. Dizem as más línguas que é o mais difícil do Brasil. Já incluiu provas orais, e hoje em dia são provas escritas divididas em quatro fases que incluem Português, Direito, História Geral e do Brasil, Geografia, Economia, Política Internacional, Inglês, Francês e Espanhol. A bibliografia recomendada tem páginas e mais páginas de livros, só a primeira fase não é discursiva e pessoas quem tentam mais de quatro vezes costumam enlouquecer. Não é raro que os candidatos larguem tudo, voltem para a casa dos pais e fiquem estudando 8 horas ou mais todos os dias. Perdem os amigos, com o tempo nem sabem mais o que é um barzinho e descoram devido à pouca exposição à luz do sol. Tudo isso por um salário que pode ser menor do que o de um Auditor, um Fiscal, um juiz.
Mas quem decide ser diplomata dificilmente escolhe a carreira apenas pelo salário, que não é lá tão alto, comparado a outras carreiras públicas. Talvez pelo status. Ou por patriotismo, porque quer acabar com o conflito árabe-israelense, porque quer morar em Paris, porque quer explodir em Bagdá a serviço da ONU e virar mártir.
Enfim... o salário não compensa a dificuldade do concurso. Dizem as más línguas que é o mais difícil do Brasil. Já incluiu provas orais, e hoje em dia são provas escritas divididas em quatro fases que incluem Português, Direito, História Geral e do Brasil, Geografia, Economia, Política Internacional, Inglês, Francês e Espanhol. A bibliografia recomendada tem páginas e mais páginas de livros, só a primeira fase não é discursiva e pessoas quem tentam mais de quatro vezes costumam enlouquecer. Não é raro que os candidatos larguem tudo, voltem para a casa dos pais e fiquem estudando 8 horas ou mais todos os dias. Perdem os amigos, com o tempo nem sabem mais o que é um barzinho e descoram devido à pouca exposição à luz do sol. Tudo isso por um salário que pode ser menor do que o de um Auditor, um Fiscal, um juiz.
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Então por quê essas criaturas insistem em ser diplomatas? Geralmente são pessoas que tem fogo no rabo pra viajar, gostam das matérias que caem no concurso (eu, por exemplo, prefiro enfrentar Política Internacional a um livro estilo "Informática para Concursos") e possuem um grau mínimo de insanidade.
No meu caso, conheci o concurso quando ainda era adolescente e lia FOVEST (complemento da Folha de São Paulo sobre vestibular) e Vestibuol. E na FOVEST tinha uma coluna que falava sobre uma profissão por semana. Certa semana o assunto foi justamente a carreira diplomática. Lá falava sobre a prova (ainda oral e ainda exigindo conhecimentos gerais - música, literatura, etc) e a carreira, é claro. Fiquei encantada. Achei que eu, a nerd da escola, tinha condições plenas de passar naquilo. Aliás, achei que aquele concurso era um dos poucos que fazia jus à minha inteligência (cof-cof-cof). É, eu era metida pra cacete. Isso geralmente acontece com os CDF's com poucos amigos que passam as férias inteiras ouvindo Chopin, lendo Dostoievski e desenhando sozinha e se achando o máximo por isso. [depois que entrei na USP vi que eu era uma amebinha no meio de tantas pessoas muito mais qualificadas... e essas eram muitas: só estavam escondidas como eu]
Depois de um tempo esqueci. Volta e meia a idéia voltava, mesmo na faculdade. Então prestava mais atenção nas aulas de política, comprava algum livro relacionado ao assunto e esquecia novamente. Afinal, eu não tenho lá muito dinheiro, e não sabia falar inglês muito bem porque não podia bancar um curso por anos a fio ou fazer intercâmbio. Deixei para pensar no concurso quando tivesse bom domínio do idioma.
Então arranjei um namorado bolha que às vezes parecia querer competir comigo. Sei lá. Só sei que ele falava inglês, francês, alemão, javanês e nheengatu. E botou na minha cabeça que o concurso era muuuuuiiito difíiiiiicil. Aí desanimei de vez.
Mas.... mas... quem quis MRE uma vez nunca vai aceitar outra coisa com tranquilidade, não é?
Ano passado descobri o concurso para Oficial de Chancelaria. E pareceu perfeito, pois era mais simples, a carreira inclui viagens internacionais e eu - que jamais teria capacidade para um concurso muuuuuuiiito difíiiiiicil - teria até chance de passar. Assim... um diplomata muito do genérico. Fiz o concurso. Passei. Ainda tomarei posse. [não estou desprezando a carreira. Ela tem vantagens em relação à carreira diplomática, certamente. Mas se o objetivo é a diplomacia, pode gerar ofchans frustrados]
Então a coceirinha do CACD voltou. Desta vez com força (e inglês melhor). E cansei de ficar estudando Informática, Contabilidade, Raciocínio Lógico, essas coisas todas chatas de concursos comuns. Eu me divirto com a bibliografia. Mesmo. Não sei se é no ano que vem, no outro, ou daqui 5 anos (quando já estarei enlouquecendo, segundo a lógica do concurso). Mas estou satisfeita em retomar um sonho tão antigo, porque eu não aceito mais nada que não seja Itamaraty. [dizem que lá não é isso tudo, que o prédio é cheio de baratas e que posso acabar morando em Brazzaville - Congo. Mas e daí? Quero ver de perto e depois reclamar com propriedade]
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