Mostrando postagens com marcador surtos cêdêéficos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador surtos cêdêéficos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Anti-pobre

Eu queria saber por quê uma reles caixinha com uns DVD's do Bergman custa mais do que 150 reais! E não basta comprar uma caixa. Porque os melhores filmes estão distribuídos em umas três caixas diferentes.

Por um acaso só intelectual rico moro-em-Ipanema-mas-sou-de-esquerda pode assistir Bergman e eles se sentem no direito de meter a faca?

Acham que eu vou desembolsar 50 reais em "O Sétimo Selo" porque PRECISO de um filme que posso alugar e copiar ou assistir picado pelo Youtube?

Ou pobre com crise existencial dá despesas pra saúde pública e é um complô que envolve o governo, as elites intelectuais e a Livraria Cultura?



Sou gostoso demais pra você, Creuza!



Poxa, eu também quero ter papo no saguão do CCBB. Também quero ir de sobretudo e cachecol no Espaço Unibanco quando faz 18º C pra dar uma de europeu tupiniquim e fazer comentários sobre filmes cult. E depois comprar um banquinho com estampa da Audrey Hepburn pro meu apê sooooper cool.
.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Piadinha interna

... não do Merré, mas dos fflchianos frustrados...




Amay!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Filosofia para eternos iniciantes

Não contei pra vocês porque parece loucura. Mas eu tenho um poodle toy que lê Kant em alemão arcaico quando não estou em casa. Aquele ar de superioridade que só quem entende Kant possui não me engana. Tenho medo de chegar em casa um dia e encontrar um bilhetinho:

"A sua biblioteca está bastante defasada. Por favor, tenha dó daqueles que passam o dia inteiro dentro de casa. E não venha com coleção 'Os Pensadores' de sebo, pois isso é coisa de amadores.

ps: a edição bilíngue de Spinoza é mais cara, mas eu não abro mão. Deixe de ser mão de vaca!"


Percebi o desprezo dele pelo meu namorado filósofo. Mas o cãozinho faz amizade até com nitzscheano se este lhe fizer carinho no peitinho e trouxer um bifinho.


Acontece que eu tenho a sensação de que Filosofia não é pra mim. Uma coisa que queria muito entender, mas tenho medo de tentar encarar e não ter capacidade. Há muitos anos, quando ainda tinha ICQ (nascidos nos anos 90 estão rindo de mim), um rapaz da minha lista disse um dia que tinha abandonado a religião e agora procurava respostas na Filosofia. "E o que você está lendo?", perguntei. "Ah... eu comecei anteontem 'O Mundo de Sofia'." Puta que pariu, né! Eu li O Mundo de Sofia na adolescência também, mas não digo isso pra todo mundo. Aliás, quem não leu nos anos 90? (nascidos nos anos 90 estão gargalhando de mim. E eu rio deles, que acham que NX Zero é rock). Eu fiquei com medo de me meter a entender filosofia e acabar macaqueando conhecimento feito esse babaca.

O problema é que com pet e namorado filósofos eu tendo a passar vergonha ou a ficar acanhada ao dar qualquer pitaco. Então decidi rever o que sei sobre Filosofia e avançar um pouco mais.

Primeiro aprendi a escrever Schopenhauer. Porque tem gente que diz que lê Schopenhauer mas assassina o nome do coitado, néam (mode venenosa on). Como diz uma amiga minha... imagine se lesse Burckhardt (mode venenosa off).

Mas depois que passar por esse estágio, é hora de aprender a escrever... NIETZSCHE. Caraca, essa é difícil. Até hoje eu uso o google. Sei que na segunda parte é só jogar todas as consoantes que quiser, mas elas precisam vir numa ordem: T-Z-S-C-H. Parece aquele som de quem limpa os dentes com a língua, ui. Eu até perdoo (sem acento, argh) quem lê e compreende NIETZSCHE e não consegue escrever NIETZSCHE (perceberam que tô treinando, né?). O chato é que há tanto trabalho na hora de escrever e pronunciamos um singelo "Niti". Pobreza... eu esperava pelo menos engasgar com um nome pomposo desses, como o Grande Ditador do Chaplin.

Mas eu conheço NIETZSCHE desde criança, sabiam? Porque venho de uma família religiosa, e nós aprendemos desde cedo que NIETZSCHE foi aquele amaldiçoado que disse que Deus estava morto. E - prestem atenção, crianças! - terminou seus dias louco e preso numa jaula!!! Um ensinamento bem no estilo:




Alguém aí perguntou se eles sabem em que contexto NIETZSCHE escreveu isso, e se ele quis mesmo matar Deus? Alguém sabe qual foi a frase anterior e a posterior dessa máxima? Não, é claro. Porque assim a lição não seria tão assustadora e no futuro essas crianças religiosas poderiam ousar ler NIETZSCHE. Quem escreveu um livro chamado "O Anticristo" só pode ser... o anticristo!

Com esses antecedentes, como poderia me arriscar cedo pela Filosofia? Só agora mesmo que estou desviada da senda reta e vou queimar no mármore do inferno posso pensar nisso.

Agora me deem (sem acento, argh) licença porque preciso procurar a tal edição bilíngue pra não levar mordida depois.

.
.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Não aguentei

Dane-se a tendinitzsche.

Eu li:

"O próprio Alexandre, na hora de seu triunfo, foi conquistado pela alma do Oriente; casou-se (dentre várias damas) com a filha de Dario; adotou o diadema e o manto de gala persas; introduziu na Europa a idéia oriental do divino direito dos reis; e por fim assombrou uma Grécia cética ao anunciar, num magnífico estilo oriental, que ele era um deus. A Grécia caiu na gargalhada; e Alexandre bebeu até morrer."

A intelectual aqui devia pensar na implicação política para a história da Europa. Devia pensar em Hobbes, nos reis absolutistas, em filosofia grega x filosofia oriental, certo?

Errado. A moça só imaginou uma bichinha cambaleante no seu palácio, testa franzida, biquinho de bêbado, barrilzinho de cachaça barata numa mão e com a outra apontando debilmente para fora da sua janela: "Eu sou deus siiiiiiim, bando de filho da puuuuuuuuuuta!"

Alê, caiu no meu conceito, filho.

--

ps: antes que pergunte, esse não é um livro de filosofia, Lu. Eu sei que sou uma reles mortal e nunca lerei Witgenstein, porque não estudei 4 semestres de Lógica na faculdade de filosofia. Aliás, eu nunca saberei que porra é essa. E quem tem esses pensamentos ao ler um livro tão sério sobre o império macedônico não merece ascender ao Olimpo do conhecimento (também conhecido como o terceiro andar do prédio do meio).

.

domingo, 26 de julho de 2009

Macho que é macho...

Passei a manhã lendo sobre a Revolução Russa. Porque eu sou uma alienígena que acorda às 8 da matina no domingo, puxa um livro e lapiseira e fica lendo na cama até as 10 hrs.

E gente... fiquei impressionada com a macheza dos russos... fala sério! Eu já era fã do Raskolnikov e sua maneira prática de ver o mundo. Esse povo é que sabe resolver as coisas!

A família real prisioneira tá gastando demais com arroz e strogonoff? Fuzile tomo mundo e alimente três famílias pobres!

Os contra-revolucionários estão torrando a paciência? Vamos matar todos eles, oras. Exílio é coisa de viado... e eles poderiam voltar, não? Ter medo de fantasma puxando seu pé é pros fracos. Então, qual é o problema?

Os fazendeiros não querem dividir as terras com o povão? É só confiscar as terras e mandá-los calar a boca, certo? Errado!!! Vamos matar todos também! Morto não reclama, não fica ressentido e nem passa fome. Muito menos se revolta.

Mas não pensem que no Irã acontece coisa parecida. Nem pense que o Bush também é machão porque invadiu o Iraque e acabou com tudo. Porque essas frutinhas dão um monte de desculpas esfarrapadas para as suas matanças: "Precisamos defender o país dos malvados ocidentais", "Precisamos espalhar a democracia e acabar com o feio do Saddam Hussein!". Covardia. Os russos não dão desculpinhas. Eles matam uns milhares e quem achar isso um horror ainda ouve um: "Tá reclamando do quê? Quem entrar na dança também e calar a boca de vez?"

Queria ver isso aqui no Brasil. Um dia o presidente acorda e pensa: "Caramba, o Congresso não aprova nada do que faço... quer saber? Cansei!".
Ahh... ia ser tão divertido!
.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Biblioteca para inimigos

Já deu pra perceber que não sou uma mocinha do amor. Sou mais dada ao ódio. E eu tinha que odiar alguns dos livros da bibliografia do CACD, é lógico. Independentemente da matéria. Choro pra estudar Economia, mas o Santo Mankiw (protetor dos dummies) é meu queridinho.

Pela lista a seguir perceberão que estou bem no começo dos estudos. Não me olhem com desprezo, sentimento muito presente entre os diplomatas wannabe que já acham que são superiores simplesmente porque estudam para um concurso que tem mais de dez páginas de bibliografia (e fizeram o concurso pra ofchan escondidos, que eu sei e tenho provas!).

Por uma outra globalização, Milton Santos: é básico, eu sei. Me apedrejem. Mas aquilo parece um livro de comunicação pseudo-culto, Gizuis! "oh, estamos numa nova era", "as novas tecnologias isso", "a Era de Aquários aquilo". Chato pra burro! É fininho e se lê numa tarde de domingo, mas eu não consegui até agora! Curto muito mais decorar o relevo brasileiro.

A Era das Revoluções, A Era do Capital, etc., Hobsbawn: chamados pelos íntimos de "As Eras do Hobs". Se não tiver lido um bom livro de História do Ensino Médio (a velha aqui já ia escrever "segundo grau") como o do Edward Burns, o leitor pode acabar boiando. E dá pra perceber logo que o cara é marxista, pois sempre dedica ao menos metade do livro aos "trabalhadores do mundo". Já me bastam os anarco-mauricinhos que suportei na faculdade por 5 anos e seus discursos no saguão sobre a Alca, o FMI e a Palestina que interrompiam as aulas.
E quando ele começa a despejar datas e números para provar algo? "Em 1820 os Estados Unidos tinham 150 km de ferrovias, em 1850 eram 300 km de ferrovias e em 1900 já eram 1850 km...". Caraca, se eu vejo números na minha frente, minha cabeça funde! É por isso que quero o CACD, e não o concurso para Fiscal de Rendas! Eu entenderia melhor se ele dissesse: "Ó, gente, as ferrovias aumentaram um montão no século XIX nos Estados Unidos. Entenderam, crianças?".

Casa Grande e Senzala, Gilberto Freire: já vou logo dizendo que o livro é uma delícia de se ler. No fim a gente acha que vive num país lindo e que todas as raças se amam. Sei de gente que chorou no fim do livro (né, não, Siddi?). Mas eu acho racista e ponto final. Sei que devemos entendê-lo de acordo com a época em que foi escrito e perdoar o Gil. Mas tem gente que não tem esse filtro e não teve a felicidade que eu tive de estudar esse livro com a gloriosa Lilia Schwarcz.

Visões do Paraíso, Sérgio Buarque de Holanda: gostei muito do outro livro, o Raízes do Brasil (numa biblioteca de botânica perto de você!). Mas esse parece ter um assunto interessantíssimo e no fim é enfadonho toda vida. Tem pérolas, curiosidades... mas até chegar em uma delas, você terá umas dez páginas de puro tédio. Se entender, é claro. Porque ele tem mania de fazer ctrl+c e ctrl+v de cartas em português arcaico, documentos e diários que fazem a gente perder o foco. Na terceira página de "muitieremá" pra cá e pra lá, a gente nem sabe mais o que está lendo.
Sem falar que deixei esse livro em cima da mesa do trabalho e fui almoçar. E na volta os evangélicos já perguntaram se aquele livro era religioso e do que se tratava.

História Concisa do Brasil, Bóris Fausto: nem pense em usá-lo no lugar do História do Brasil, aquele livro enorme que custa os olhos da cara (ah, você também estava com pouco dinheiro na hora de escolher, né!). Ele espreme a Guerra do Paraguai em uma página e só um gênio consegue decorar aquilo (pela disposição dos fatos, parece mesmo feito para decorar). Porque aquilo não é pra entender História do Brasil... aquilo é quase uma daquelas Cronologias de fim de livro de história. No entanto, é ótimo para ser lido depois de ter devorado e fichado o livrão-papai.

Curso de Direito Internacional Público, Celso Duvivier de A. de Mello: Zzzzzzzzz....

Bem, crianças, esses são os que me lembro agora. Sei que terei muitos pela frente. E infelizmente boa parte deles não tem substitutos. Meu namorado fala tanto num Cançado Trindade que eu tenho até medo de enfrentar (mamães de futuros juristas, não maltratem seus filhos na hora de registrar! Todo jurista famoso tem nome de velho cheio de teias de aranha, não?).

Mais algum pra lista?


.

sábado, 18 de julho de 2009

Quem gosta de passar o sábado à noite em casa estudando geografia levanta a mão!
Eeeeeeee!!!!




Recursos minerais do Brasil? Atóooron!
.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Volta, Pedrinho!

Por um acaso tenho sérias dificuldades com a História do Brasil do fim do século XIX e início do século XX.

República Velha é um saco. Começa a aparecer um monte de presidentes (milico, civil, milico que gosta de civis, civil que gosta de milicos, milico da marinha, paulista de chamego com mineiro, gaúcho flertando com nordestino) que durou pouco. Tanto nome me confunde, poxa! Surgiu também uma porrada de visões políticas sobre a república (positivista, anti-positivista, mais ou menos positivista, what-the-fuck is positivismo) e crises bem mais complexas do que as anteriores. Sem falar nas revoltas... todo mundo resolveu liberar os demônios.

Tão fácil um século inteirinho com um ou dois imperadores que - olhem só! - tinham o mesmo nome, sendo um o pai e o outro o filho! Sou monarquista: pela facilidade na hora dos estudos!


Ciclo do café é um saco. Os professores de história paulistanos têm um prazer quase xenófobo em destacar bem esse período. Uma das minhas calégas de sotaque da Moóca deve ter tido um professor bem eficiente: tudo o que é lindo pra ela é "do tempo dos barões do café". Sem falar que a história oficial paulistana simplesmente decidiu que o passado glorioso de São Paulo pulou dos heróicos bandeirantes à prosperidade do café. Prefiro a vila pobre do século XIX cheia de estudantes malucos e marquesa comendo formiga torrada.


Imigrantes italianos são um saco. Eu até tolerava, até a novela Terra Nostra durar um ano. Aí todo mundo passou a se achar o máximo porque tem avô italiano. Eu não tenho nenhum avô italiano, podem me chamar de invejosa, não dou a mínima. Quando chego na parte dos imigrantes num livro de história, eu juro que pulo. Caraca, tive aula de imigração no Brasil por umas três ou quatro novelas insuportáveis. Sei que tivemos anarquistas entre os operários italianos de São Paulo e tivemos uma big greve em 1917 porque o Mateo foi preso, acusado de anarquismo!


Benedito Rui Barbosa, você ferrou com os meus estudos! Die!!!

.

.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sentei e chorei

Descobri que fui enganada durante todos esses anos. A Serra do Mar não é uma serra. É uma escarpa!

Me deixem sozinha, por favor!
.