Antes do Carnaval os calégas estavam tentando decidir se passariam o feriado em ITANHANHÉM ou MONGANGUÁ (sic). E eu, boba que sou, disse logo que eu iria para Vitória, no Espírito Santo. Ia visitar uma das minhas melhores amigas que mora lá com a minha outra melhor amiga.
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- Mas vai de avião??? Nooossa, que chiiique!
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Porque até então só caléga-mor viajava de avião na sala. E eu fui quebrar o equilíbrio. E por ter contado antecipadamente, o olho gordo teve tempo para ser alimentado com carinho e crescer. Como disse no post anterior, levei a mala pro trabalho porque de lá iria direto pra casa da minha amiga, pois iríamos embarcar no dia seguinte, sábado cedo. E eis que a caléga mais negativa da seção olha pra minha mala e diz um poderoso:
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- Eita, inveja, hein!
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Pronto. Vamos numerar?
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1) Dias antes meu ex descobre que estou namorando, dá piti e vai falar merda pro meu namorado.
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2) Perco o avião no dia seguinte. Despertador simplesmente não toca, e a mãe da minha amiga que acordou bem mais cedo se distraiu arrumando outras coisas e não viu a hora passar. Devolveram o dinheiro e compramos nova passagem pro domingo cedo.
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3) Aproveitei o dia a mais em Sampa pra ficar com o namorado. E a ex dele resolve aparecer no meio da mesma rua em que estávamos passeando (ou resolveu nos seguir?) e armar o maior barraco. Vi a hora em que teria os cabelos arrancados e rolaria pelo asfalto com uma galerinha em volta torcendo e atiçando a briga.
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[olha, eu não costumo ter ódio de ex. Todo mundo faz merda nessa vida, e eu fiz também, das grandes. Mas dessa eu tenho ódio especial até hoje pela falta de classe que deixaria Tati Quebra-Barraco sem graça. Juro que sonho todas as noites que dou voadora de Louboutin salto-agulha, pra sola vermelha combinar com o sangue. Mas eu sou phyyna e xingo num blog próprio. E também não sei dar um soco bem dado porque tenho tendinite e bursite. Resumindo... sou a nerd covarde que não sabe bater boca]
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4) Chegando no aeroporto, as três amigas dão um abraço coletivo e uma delas, sem querer, dá um soco na minha mandíbula que a deixa roxa por mais de uma semana.
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5) Visitamos a UFES. E do nada eu perco o equilíbrio e começo a cair lentamente no chão (tombo em câmera lenta é mais dolorido). Me esborracho a valer na terra cheia de areia, a câmera fotográfica idem. Quem estava por perto riu ou veio perguntar se estava tudo bem. Coxa roxa também, e com esfoliação grátis.
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6) Vamos a Ponta da Fruta, uma praia linda onde mora a madrinha da minha amiga. O motorista do ônibus erra o caminho (!!) e vai parar em Guarapari. Demoramos um século pra chegar.
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7) Saímos pra comer e uma de nós pede uma bebidinha azul poderosa que cheirava a acetona. Cada uma provou uns dois goles e eu mal consegui digitar a senha na hora de pagar com o cartão de débito. Escrevi e-mail bêbado pro namorado enquanto as outras já estava caídas no chão do apartamento.
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8) Num dia de fome do cão vamos pedir um sanduíche e ele leva quarenta (40!) minutos para ficar pronto. A garçonete ainda nos destratou quando perguntamos pelos sanduíches.
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9) Vamos no shopping no último dia de passeio para tentar gastar um pouco (calor infernal + feriado: ruas vazias e nada pra fazer). Mas tivemos que ficar um tempão na porta porque a luz do shopping resolveu acabar.
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O olho gordo seria completo se o irmãozinho pentelho da minha amiga (descula, Pepina, mas ele é chatinho!) ficasse conosco em Vitória como planejava fazer.
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Volto pra São Paulo e vou trabalhar na quarta-feira de cinzas com a mandíbula e coxa roxas e quase sem cabelos.
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E vocês, o que acham? Não dá pra desconfiar?
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