terça-feira, 15 de setembro de 2009

Por quê acredito em olho gordo (ou desconfio seriamente da sua existência)

Antes do Carnaval os calégas estavam tentando decidir se passariam o feriado em ITANHANHÉM ou MONGANGUÁ (sic). E eu, boba que sou, disse logo que eu iria para Vitória, no Espírito Santo. Ia visitar uma das minhas melhores amigas que mora lá com a minha outra melhor amiga.
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- Mas vai de avião??? Nooossa, que chiiique!
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Porque até então só caléga-mor viajava de avião na sala. E eu fui quebrar o equilíbrio. E por ter contado antecipadamente, o olho gordo teve tempo para ser alimentado com carinho e crescer. Como disse no post anterior, levei a mala pro trabalho porque de lá iria direto pra casa da minha amiga, pois iríamos embarcar no dia seguinte, sábado cedo. E eis que a caléga mais negativa da seção olha pra minha mala e diz um poderoso:
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- Eita, inveja, hein!
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Pronto. Vamos numerar?
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1) Dias antes meu ex descobre que estou namorando, dá piti e vai falar merda pro meu namorado.
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2) Perco o avião no dia seguinte. Despertador simplesmente não toca, e a mãe da minha amiga que acordou bem mais cedo se distraiu arrumando outras coisas e não viu a hora passar. Devolveram o dinheiro e compramos nova passagem pro domingo cedo.
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3) Aproveitei o dia a mais em Sampa pra ficar com o namorado. E a ex dele resolve aparecer no meio da mesma rua em que estávamos passeando (ou resolveu nos seguir?) e armar o maior barraco. Vi a hora em que teria os cabelos arrancados e rolaria pelo asfalto com uma galerinha em volta torcendo e atiçando a briga.
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[olha, eu não costumo ter ódio de ex. Todo mundo faz merda nessa vida, e eu fiz também, das grandes. Mas dessa eu tenho ódio especial até hoje pela falta de classe que deixaria Tati Quebra-Barraco sem graça. Juro que sonho todas as noites que dou voadora de Louboutin salto-agulha, pra sola vermelha combinar com o sangue. Mas eu sou phyyna e xingo num blog próprio. E também não sei dar um soco bem dado porque tenho tendinite e bursite. Resumindo... sou a nerd covarde que não sabe bater boca]
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4) Chegando no aeroporto, as três amigas dão um abraço coletivo e uma delas, sem querer, dá um soco na minha mandíbula que a deixa roxa por mais de uma semana.
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5) Visitamos a UFES. E do nada eu perco o equilíbrio e começo a cair lentamente no chão (tombo em câmera lenta é mais dolorido). Me esborracho a valer na terra cheia de areia, a câmera fotográfica idem. Quem estava por perto riu ou veio perguntar se estava tudo bem. Coxa roxa também, e com esfoliação grátis.
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6) Vamos a Ponta da Fruta, uma praia linda onde mora a madrinha da minha amiga. O motorista do ônibus erra o caminho (!!) e vai parar em Guarapari. Demoramos um século pra chegar.
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7) Saímos pra comer e uma de nós pede uma bebidinha azul poderosa que cheirava a acetona. Cada uma provou uns dois goles e eu mal consegui digitar a senha na hora de pagar com o cartão de débito. Escrevi e-mail bêbado pro namorado enquanto as outras já estava caídas no chão do apartamento.
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8) Num dia de fome do cão vamos pedir um sanduíche e ele leva quarenta (40!) minutos para ficar pronto. A garçonete ainda nos destratou quando perguntamos pelos sanduíches.
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9) Vamos no shopping no último dia de passeio para tentar gastar um pouco (calor infernal + feriado: ruas vazias e nada pra fazer). Mas tivemos que ficar um tempão na porta porque a luz do shopping resolveu acabar.
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O olho gordo seria completo se o irmãozinho pentelho da minha amiga (descula, Pepina, mas ele é chatinho!) ficasse conosco em Vitória como planejava fazer.
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Volto pra São Paulo e vou trabalhar na quarta-feira de cinzas com a mandíbula e coxa roxas e quase sem cabelos.
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E vocês, o que acham? Não dá pra desconfiar?

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Desventuras públicas: inveja


Tá, isso está parecendo cardápio de igreja Universal. Só não incluo os problemas financeiros porque esses já são subentendidos: demora uma era pra funcionário público ter aumento. E quando tem, é o suficiente pra comprar um sorvete a mais no fim de semana. Não pode mais porque o governo nunca tem dinheiro sobrando (precisa pagar passagem de primeira classe pra governador, secretários e amantes) e porque a imprensa cai matando (imprensa reacionária não gosta de funcionário público porque eles "já ganham muito, são folgados e são muitos"... enfim, porque Governo não é empresa privada).
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Mas se você, caro neófito, é jovem e não tem filhos... cuidado com o olho gordo! Quem tem mulher e filhos pra criar já gasta todo o seu salarinho com eles e no fim de semana vai comer Mc Donald's no shopping, e nas férias vai pra colônia de férias do sindicato. Já os solteiros... podem ter algum dinheiro sobrando, dependendo do salário. Pior os que ainda moram com os pais e não têm dívidas para assumir, tendo todo o salário à disposição.
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Olha... eles não têm culpa de não terem se casado e tido filhos. Nem são malvados porque não querem doar o excedente do salário para a caridade. Esses calégas mais jovens, portanto, vão sair com os amigos nos fins de semana, comprarão roupas legais, aparelhinhos eletrônicos e nas férias viajarão pro Nordeste, pro litoral norte, pra serra gaúcha... pagarão a CVC em 10 vezes sem juros e nem ficarão no vermelho.
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[Olha, meu salário é uma miséria. Mas eu pago algumas coisas lá em casa e tenho o resto pra mim. dá pra comprar ao menos uma peça nova de roupa por mês, um livro, produtinhos de beleza e dá pra comprar passagem em promoção pra passear nas férias.]
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O que seus calégas pensarão de tanto esbanjamento? Eles vão odiar, porque não têm mais o que fazer. E muitas vezes até recebem mais e sobra mais pra eles, mas preferem gastar num celular que toca música, tem tv a cabo e dança macarena.
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Conselho: disfarcem. Não contem destino de férias, e se voltarem bronzeados falem que estava o maior furdunço em Praia Grande e você assistiu o show do Revelação na areia.


Temos até trilha sonora pras férias calégas sem inveja!


Imprima colorido e diga que você está dentro do carro, na direção: férias comprovadas!


Porque eu acredito em olho gordo.
Exemplo:
1) Nabita leva a mala de viagem pro trabalho porque saindo dali irá para a casa da amiga com quem viajará no dia seguinte pra Vitória - ES.

Caléga olha pra mala e diz: "Eita, inveja, hein!"

Resultado: Nabita perde o avião porque o alarme do celular que toca todos os dias não quis tocar naquele sábado.


2) Caléga jovem e solteiro compra uma moto. Calégas mais velhos olham torto: "Tá sobrando, hein!"

Resultado: moto roubada alguns meses depois.


Ok, podem ser coinciências... mas a vida de todo mundo aqui afunda perto de algumas pessoas: mulher perde o marido, rapaz leva chifre da namorada, time de futebol começa a perder, o filho cai na maconha...

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Desventuras públicas: medo e outros encostos

Não é necessário ser moreno, alto, bonito e sensual para ser um funcionário público vítima da inveja. Na verdade essas qualidades acima podem até te ajudar no Merr... - ops - em alguns órgãos públicos.

Porém, quando se entra através de um concurso público, as coisas podem complicar. Primeiro, porque nem todos os seus calégas são concursados. Alguns deles terão cargos em comissão, que são necessários para serviços mais especializados ou chefia. Acontece que nem todos os cargos em comissão são lá muito úteis: alguns deles são apenas cabide de emprego.

E alguns dos calégas com cargos em comissão não fazem diferença nenhuma ali dentro (não generalizo, mas isso acontece). Eles não são mandados embora porque estão lá há muito tempo e se transformando em patrimônio físico do órgão público, porque tem filhos, marido doente ou um bom padrinho.

Então você chega com um cargo efetivo. Essa pessoa está sobrando. Ela naturalmente ficará na defensiva... a tendência atual é substituir comissionados por concursados, e o cerco está se fechando (bem lentamente, como tudo o que envolve a administração pública). Então ela pode tentar prejudicá-lo ou mostrar que o serviço dela é mais relevante do que o seu. Ela vai trabalhar direito, então? Não... vai tentar provar que você é que é incompetente: se puder vai te dar o serviço mais imbecil da repartição, ou te dará serviço sem te ensinar como se faz. Chamará a tua atenção cada vez que cometer um erro mínimo (carimbar dois centímetros acima do lugar do papel a ser carimbado) e fará a cabeça do caléga-mor contra o novato.`

O papel do funcionário com cargo em comissão pode ser substituído pelo estagiário, que tem prazo para sair de lá mas tem esperanças de se formar e abocanhar um cargo em comissão.
Se você tem capacidade para fazer um bom trabalho, um abraço. Quando quiser dar a sua opinião, alguém vai dizer (na sua frente ou pelas costas): "Mal chegou, já está querendo mudar tudo??"
Aconteceu aqui: um rapaz entrou numa seção com pessoas legais que o valorizaram. Logo foi designado para uma função, começou a substituir a chefe nas férias dela. Mas outra seção que trabalhava diretamente com eles resolveu se amotinar contra o rapaz, porque ele "já queria mudar tudo, era metido a besta, achava que era doutor". E ele só pediu para retirar uma palavrinha nos ofícios.

Quanto menos concursados tem um órgão público, mais recorrente é esse problema do medo em relação aos novos funcionários.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Fala que eu te escuto!

Já deu pra perceber que eu sou meio analfabeta em relação ao Blogspot. Não consigo colocar vídeos, nenhuma imagem no cabeçalho e nem consigo riscar textos para dar uns efeitos dramáticos.

Também não consigo ver o e-mail das pessoas que comentam aqui. Portanto, se alguém quiser me contactar por e-mail para esclarecer alguma dúvida, desabafar, dizer que eu sou o máximo (cof-cof) ou simplesmente puxar assunto, pode tentar neste aqui, criado exclusivamente para o blog:



Não responderei e-mail com ofensas, propagandas, cobranças e declarações de amor.

Também estou aprendendo a me virar no twitter. E como se não bastassem as minhas bobagens aqui, se alguém quiser me seguir por lá é só clicar no "follow me on twitter" aí ao lado (dã).

E pra quem quiser seguir esse blog (ser meu "oficial de chancelaria") prometo sortear um chaveirinho no fim do mês. Ou um bibelô do meteoro do MRE de vidro comprado numa feirinha em Brasília.

Ok, a parte do sorteio é mentira...

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Morri!


Flower by Kenzo dentro de uma matrioshka, aquelas bonequinhas russas.



Flower by Kenzo + matrioshka = Nabita feliz!



Quero!!!!

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Desventuras públicas em série: a recepção

Não, eles não receberão você de braços abertos para ajudá-los em suas tarefas árduas. Aliás, a impressão que passam é a de que não há motivo para o governo empregar ainda mais gente: "Mais um pra ficar aqui de braços cruzados?"
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Entenda: agora você é um dalit!




Nosso mascote!

Os comentários podem até mesmo ser mal-educados:
1) Se você tem curso superior e tomou posse de um cargo de nível médio, provavelmente ouvirá (como eu ouvi): "Mas você fez faculdade! O que está fazendo aqui? Devia procurar alguma coisa lá fora primeiro, e depois vir pra cá se não tiver mais nada!".
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Acontece, filhinho, que lá fora NÃO HÁ OPÇÃO! Você está aqui encostado há 30 anos e já perdeu a noção do mundo. E faculdade hoje em dia não garante emprego de ninguém. Com os Prounis da vida, todo mundo faz faculdade.


2) Se você tem uma vasta experiência profissional: "Mas se você fez tudo isso, por quê largou pra vir pra cá?"

Nem sempre nós largamos. Às vezes nos largam, hehe. Aí fazemos o que aparecer para continuar vivendo, inclusive concursos públicos. E também há aqueles que preferem ganhar menos e ter estabilidade, um trabalho menos estressante. De qualquer forma, seus motivos para estar ali são problema seu e de mais ninguém!


3) Se você é muito jovem: "Ih, se prepare para ficar aqui até os 70 anos...".

Animador demais quando você só está tapando um buraco da sua vida e não pretende ficar por lá. Porém, você tem possibilidades de sair, passar num concurso melhor ou até mesmo conseguir um cargo em comissão ou de confiança por lá. Quem diz isso não conseguiu nada disso, continua na mesma mesa fazendo a mesma função de merda e já torce desde já para que você termine como ele.



E tenha em mente a regra de ouro do funcionalismo público:
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"Quem chegar por último é a mulher do padre!"


Tradução: Não importa o seu currículo; se você fala inglês, francês e javanês e já foi alto executivo de uma puta multinacional. Você vai começar fazendo os piores trabalhos da repartição. Os antigos têm um prazer abertamente sádico nisso: é a única diversão para suas vidinhas desgraçadas. Tudo aquilo que eles odeiam eles jogarão pra você: numerar páginas de processo, tirar xérox de 400 páginas de uma vez, levar documentos para outras seções, fazer café. Alguns rirão pelas suas costas, outros na tua cara mesmo.


Ainda há a possibilidade de você ser ignorado totalmente. Eles simplesmente não te ensinam nem a ligar a máquina de xérox e você passa 8 horas por dia olhando pro teto durante um ou dois meses até que eles resolvam te ensinar algo porque um caléga vai entrar de férias e precisa ser substituído. Alguns deles ainda te olharão feio porque você não faz nada pra ajudar (!). E quando te ensinarem o serviço, ensinarão errado pra você fazer merda no começo e eles se divertirem um bocado depois de te darem uma bronca.

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Existe solução pra isso?


Sim, mas dependem da tua sorte:


a) Cair numa seção com pessoas legais. Acontece, mas não sonhe muito alto.


b) Ter um padrinho foda no mesmo órgão. Nesse caso, eles farão tudo mais sutilmente pra te prejudicar.


c) Unir-se aos neófitos que entraram no mesmo concurso que você: porque em breve vocês já estarão mais à vontade lá dentro e um ajudará o outro. Isso é importantíssimo! É uma solução a longo prazo.


d) Esperar outro funcionário novo entrar na sua seção. Foi o que me salvou. Então todas as tarefas de nojentas que me davam foram passadas para ele.
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Deve ter alguma vantagem nessa história toda. Mas na boa... agora não estou lembrando. Só que essa é uma série de desventuras, então falarei dos podres. Não digo que ninguém presta: fiz bons amigos, aprendi muita coisa a respeito da natureza humana e às vezes temos surpresas boas como uma proposta de cargo.
Só não vale ter espírito de escravo de Brás Cubas e castigar novos servidores quando você já tiver algum tempo de casa. Isso é coisa de gente infeliz.
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Desventuras públicas em série

Quem está no mercado de trabalho sabe como está difícil conseguir um emprego hoje em dia. E manter o que já se tem também. Por isso os concursos públicos estão cada vez mais concorridos e atraem quem deseja estabilidade, cuca fresca e - às vezes - um salário razoável.

Depois te tanto tempo se matando de estudar, dormindo menos, abrindo mão de festas e até do seriado favorito, é sempre uma alegria descobrir que foi aprovado num concurso público dentro das vagas.

A expectativa só aumenta quando fazemos os exames médicos e corremos atrás da documentação para tomar posse. Imaginamos como será nosso trabalho, como poderemos contribuir para ele, se nossos calégas serão legais. Infelizmente, na maioria das vezes, essa é a melhor parte da aprovação. Porque depois que entramos é uma desilusão atrás da outra. Não é à toa que funcionário público é conhecido pela sua falta de juízo.

Falarei aqui um pouco dessas desventuras para que ninguém seja pego desprevenido. Não são regras no funcionalismo público, mas infelizmente são histórias e tipos que se repetem mais do que deveriam. Pra começar, falarei da recepção aos novos servidores pelos mais antigos.

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