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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Os pré-calégas
Quando decidimos fazer um concurso, é importante conhecer outras pessoas interessadas no mesmo. Não para descobrir seus endereços e eliminar os concorrentes um por um... mas para que um possa ajudar o outro. Se engana quem pensa que não se deve passar informações relevantes e dicas. O que ganhamos em troca vale muito mais, e não é simplesmente mais um monte de amiguinhos.
Então corra para o Orkut ou para fóruns que discutem concursos, como o do PCI Concursos ou o do CorreioWeb. Você encontrará pessoas na mesma situação que você e com as quais poderá afogar suas mágoas de concurseiro, receberá um monte de dicas de materiais e eventualmente se irritará com uma ou outra alma sebosa (#Lu) dizendo que “esse concurso é faaaake, geeente”.
Depois de conhecer pessoas legais, mantenha o contato: troque e-mail, MSN, Orkut, Facebook. E um pouco antes do concurso, fique só com essas pessoas e abandone os fóruns: começam a pipocar neles os desesperados (“Não agüento mais estudar Contabilidade, meu Deeeus!”), os paraquedistas (“Gente, alguém pode me dizer o quê vai cair?”), os pessimistas (“esse concurso é pra arrecadar dinheiro, nem vale a pena fazer a prova”), os super-homens (“acertei 98% dos últimos simulados... quem fizer menos do que isso já está fora”) e outros tantos espíritos sem luz.
Vou dar o exemplo do último concurso para ofchan: muita gente se conheceu no fórum do CorreioWeb, e alguns ofchans deram várias dicas sobre a carreira que encheram nossos olhos.
Então alguns candidatos mantiveram contato através de um grupo do Yahoo, onde arquivávamos materiais de apoio, dicas de motivação e discutíamos a matéria. Outro grupo específico para corrigir redações foi criado, mas não foi muito longe porque todo mundo ficava com vergonha de postar suas tentativas.
Os encostos começaram a aparecer nos fóruns e foi criado um “fórum secreto” não tão secreto assim para aqueles que teriam suas redações corrigidas. Depois sobraram os 300 que iriam para o Curso de Formação, que passaram a participar mais do fórum. Até aí, todo mundo já era “amigo de infância” e passava o dia inteiro escrevendo para distrair um pouco a ansiedade.
Conheci muita gente, arranjei roomates para dividir o hotel em Brasília e até carona. Marcamos num restaurante para que todos se conhecessem pessoalmente e essas 50 ou 60 pessoas se deram muito bem. Saímos quase todos os dias do CF e fizemos uma farra danada. E a amizade continua entre aqueles que já estão em Brasília e os que ainda vão aportar por lá. E um ajuda o outro, o que é importantíssimo depois da posse. A fraternidade caléga é pra vida toda, gente!
Não posso deixar de citar os amigos que fiz que não passaram no concurso, e são muitos. Quero ver todos no MRE daqui uns anos, hein!
Então corra para o Orkut ou para fóruns que discutem concursos, como o do PCI Concursos ou o do CorreioWeb. Você encontrará pessoas na mesma situação que você e com as quais poderá afogar suas mágoas de concurseiro, receberá um monte de dicas de materiais e eventualmente se irritará com uma ou outra alma sebosa (#Lu) dizendo que “esse concurso é faaaake, geeente”.
Depois de conhecer pessoas legais, mantenha o contato: troque e-mail, MSN, Orkut, Facebook. E um pouco antes do concurso, fique só com essas pessoas e abandone os fóruns: começam a pipocar neles os desesperados (“Não agüento mais estudar Contabilidade, meu Deeeus!”), os paraquedistas (“Gente, alguém pode me dizer o quê vai cair?”), os pessimistas (“esse concurso é pra arrecadar dinheiro, nem vale a pena fazer a prova”), os super-homens (“acertei 98% dos últimos simulados... quem fizer menos do que isso já está fora”) e outros tantos espíritos sem luz.
Vou dar o exemplo do último concurso para ofchan: muita gente se conheceu no fórum do CorreioWeb, e alguns ofchans deram várias dicas sobre a carreira que encheram nossos olhos.
Então alguns candidatos mantiveram contato através de um grupo do Yahoo, onde arquivávamos materiais de apoio, dicas de motivação e discutíamos a matéria. Outro grupo específico para corrigir redações foi criado, mas não foi muito longe porque todo mundo ficava com vergonha de postar suas tentativas.
Os encostos começaram a aparecer nos fóruns e foi criado um “fórum secreto” não tão secreto assim para aqueles que teriam suas redações corrigidas. Depois sobraram os 300 que iriam para o Curso de Formação, que passaram a participar mais do fórum. Até aí, todo mundo já era “amigo de infância” e passava o dia inteiro escrevendo para distrair um pouco a ansiedade.
Conheci muita gente, arranjei roomates para dividir o hotel em Brasília e até carona. Marcamos num restaurante para que todos se conhecessem pessoalmente e essas 50 ou 60 pessoas se deram muito bem. Saímos quase todos os dias do CF e fizemos uma farra danada. E a amizade continua entre aqueles que já estão em Brasília e os que ainda vão aportar por lá. E um ajuda o outro, o que é importantíssimo depois da posse. A fraternidade caléga é pra vida toda, gente!
Não posso deixar de citar os amigos que fiz que não passaram no concurso, e são muitos. Quero ver todos no MRE daqui uns anos, hein!
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PS: Sábado encontrei minha vizinha de classificação de concurso na Paulista. É batata... sempre que vou lá encontro um conhecido. São Paulo é uma roça!
PS: Sábado encontrei minha vizinha de classificação de concurso na Paulista. É batata... sempre que vou lá encontro um conhecido. São Paulo é uma roça!
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Tá dominado!
É impressão minha ou ele já enfileirou os chapéis ali atrás?
Quer café, suquinho ou chá?
Olha só o que nos espera, calégas ofchans...
Es nosotros en la película*
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*Para os chatos, já aviso que o erro é proposital.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Resoluções de culto evangélico
A pessoa vai num culto em uma igreja, se emociona com o sermão. Chora, se arrepende e promete a si mesma que não vai mais mentir, que não vai mais olhar pra mulher do vizinho, que vai ler a Bíblia todo dia e vai sair da maconha.
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Então sai da igreja e quase quebra o pescoço pra olhar pra saia curta da loira que passa na rua.
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Pois eu faço coisa parecida todo dia... em vez de ter resoluções só no ano novo e aniversários, preciso tomar decisõezinhas na minha vida pra deixar de ser menos neurótica o tempo todo.
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Então sai da igreja e quase quebra o pescoço pra olhar pra saia curta da loira que passa na rua.
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Pois eu faço coisa parecida todo dia... em vez de ter resoluções só no ano novo e aniversários, preciso tomar decisõezinhas na minha vida pra deixar de ser menos neurótica o tempo todo.
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Resoluções du jour:
Resoluções du jour:
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Em vez de remoer problemas, procurar uma solução. Geralmente é mais simples do que se pensa.
Em vez de remoer problemas, procurar uma solução. Geralmente é mais simples do que se pensa.
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Não perder neurônios com quem não merece. De que adianta pensar nessas pessoas se a força do seu pensamento não as fará explodir?
Não perder neurônios com quem não merece. De que adianta pensar nessas pessoas se a força do seu pensamento não as fará explodir?
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Não é pra ficar tentando ser melhor, fazer mais caridade e menos fofoca. Mas tentar não ligar pra picuinhas. De que adianda beijar mendigo e ficar pensando que aquela caléga de trabalho deve estar tendo um caso com o chefe?
Não é pra ficar tentando ser melhor, fazer mais caridade e menos fofoca. Mas tentar não ligar pra picuinhas. De que adianda beijar mendigo e ficar pensando que aquela caléga de trabalho deve estar tendo um caso com o chefe?
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Não imaginar situações que talvez (TALVEZ!), num presente ou futuro ou passado existam ou tenham existido e sofrer horrores imaginando todos os detalhes da cena.
Não imaginar situações que talvez (TALVEZ!), num presente ou futuro ou passado existam ou tenham existido e sofrer horrores imaginando todos os detalhes da cena.
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Ignorar que existe uma anta vigiando a tela do meu computador agora. Afinal, ele deve estar no Orkut.
Ignorar que existe uma anta vigiando a tela do meu computador agora. Afinal, ele deve estar no Orkut.
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Não ficar puta da vida se Lu desmarcar o encontro de hoje.
Não ficar puta da vida se Lu desmarcar o encontro de hoje.
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Não gastar dinheiros a mais na 25 de março na hora do almoço (só se fôr o Top Coat Matt Plus da Big Universo... rapazes, procurem no google).
Não gastar dinheiros a mais na 25 de março na hora do almoço (só se fôr o Top Coat Matt Plus da Big Universo... rapazes, procurem no google).
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Não tentar explodir mentalmente a cabeça dessa mulher que teve um piti no meio do sexto andar só porque arquivei papéis na pasta errada. Pedi desculpas, mas queria mais o quê? Um harakiri no saguão do prédio?
Não tentar explodir mentalmente a cabeça dessa mulher que teve um piti no meio do sexto andar só porque arquivei papéis na pasta errada. Pedi desculpas, mas queria mais o quê? Um harakiri no saguão do prédio?
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Lembrar que amanhã é sexta-feira e que a tortura irá acabar às 17:00 hrs.
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Lembrar que amanhã é sexta-feira e que a tortura irá acabar às 17:00 hrs.
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Marcadores:
"We are all mad here",
Desabafo,
Querido diário
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Ofchan wannabe: motivação
Só quem estuda para concursos sabe como é difícil manter o ritmo dos estudos. No começo estamos no maior pique, compramos todo o material que as nossas posses permitem e quando temos tudo preparado, desistimos na primeira página de Contabilidade ou Direito Administrativo. É preciso preparo não apenas para estudar bagarai, mas pra estudar bagarai e manter isso por um longo tempo.
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Então você quer ser concurseiro. A primeira coisa a fazer é correr pra banca e comprar uma apostila SouLixão, certo? Errado! O caminho é mais longo, caléga...
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Às vezes o problema nem está na sua força de vontade, mas na forma como você estuda. O que funciona para alguns pode não funcionar para outros. Tem gente que estuda só lendo, outros fichando, outros fazendo muitos exercícios. O tempo e ritmo intensivo de estudos dirão qual é o seu estilo de estudos. Depois que você descobrir como assimila melhor a matéria, será só uma questão de organização. Então, a primeira dica para manter a motivação é: Descubra qual é a melhor forma para você estudar.
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Depois faça uma pesquisa com o material que irá usar, e vá atrás daquilo que combina com o seu estilo de estudo. É por isso que eu gosto de fazer muita pesquisa pela net e pegar material por aqui mesmo. Assim dá pra experimentar várias coisas sem colocar a mão no meu bolso. Gostei muito do material do Ponto dos Concursos. Se procurar bem tem coisas deles no 4shared amigo, mas algumas desatualizadas. Se estiver estudando sozinho ou em algum lugar que não tem cursinho, acho que vale o investimento.
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No último concurso de ofchan gastei 100 realezas na apostila da Vestcon e quase chorei de tanto ódio no meu coração ao perceber que aquilo era uma porcaria, ao menos pra mim. A apostila está novinha, mas parece que teve gente que estudou por ela e gostou. Comprei livros com questões de prova da FCC comentadas e amei. Gastei mais, mas foram realezas bem investidas. Não gosto de apostilas, dessas que vendem no centro da cidade (Solução, Opção, etc.). Acho precárias, mal feitas, mal explicadas.
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Use o Youtube para assistir algumas aulas de cursinhos online. Há muita coisa sobre Direito Administrativo que eu só entendi assistindo. Não tenho vídeos para recomendar, então o negócio é fuçar mesmo. Recomendo procurar algo sobre a Lei 8.666, que é um troço chato pra cacete pra ler. Na boa, não é à toa que termina com esses três dígitos. Parece coisa do Satangos e cheira a enxofre. Depois da segunda página se sentirá desanimado, depressivo, pobre de espírito e em casos extremos com o coração cheio de ira. Mas eu sou team Jaspion.
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Tem gente que ainda prefere fazer cursinho. Acho válido, mas não lembre-se de que ele não o fará passar por si só. É uma ajuda, um atalho. Vá lá para pegar dicas, tirar dúvidas com o professor e usar o material, mas tem que estudar sozinho também. Portanto, resumindo a segunda dica: Atenção ao material!
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Quando souber como otimizar os seus estudos, vai economizar muito o seu tempo. E quando começar a ficar cansado, dê uma pausa, vá tomar um sorvetinho ou checar seus scraps no orkut por uma meia horinha e volte. Não adianta ficar duas horas em cima dos livros se você não consegue se concentrar. É tempo perdido.
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[Uma dica que me valeu muito: em vez de determinar que passará das 20:00 às 22:00 hrs estudando, estude o que puder e conte o tempo. Se começou às 20:15 e parou às 21:00 pra ir ao banheiro, anote. Se voltar às 21:10 (sabe-se lá quanto tempo demora no banheiro, ou se deu um pulo à geladeira), anote e depois a hora em que fizer nova pausa. Depois contabilize o tempo realmente usado nos estudos. Se tiver que interromper e não conseguir completar as duas horas, compense no dia seguinte nas horas vagas, até mesmo nos intervalos do trabalho. Assim terá noção real do tempo em que estuda e pode ser mais flexível com o seu tempo]
Resumindo a terceira dica: Não estude direto até a exaustão.
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E a última dica de hoje é nunca perder o foco. Quando estiver desanimado e pensar se aquilo tudo realmente vale a pena, relembre os motivos que o fizeram entrar nessa vida concurseira. Melhor: anote tudo e coloque num lugar de destaque. Se puder ilustrar com fotos, melhor ainda. Podem ser os motivos mais bobos, como:
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1) comprar um carro legal (#paulista concurseiro);
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2) ir pra cidade onde mora o seu namorado ou namorada;
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3) sair do emprego atual e mandar seu chefe à merda;
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4) morar na Tailândia e receber um salário por isso;
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5) dividir pizza fria com o Zelaya na embaixada em Tegucigalpa pra contar o bapho pros netos depois.
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Enfim, os motivos são muito pessoais, mas a gente esquece fácil quando está tentando entender Contabilidade. E quando você desistir terá jogado fora todas aquelas horas que perdeu estudando e o dinheiro gasto... por desânimo bobo.
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Por fim, acho que os livros do William Douglas valem a pena, embora eu nunca tenha lido (parece livro de auto-ajuda, eu sei... se tiver vergonha compre pela net que ninguém te vê). Eu li resumos desses livros que me ajudaram a organizar os estudos. Essas dicas me serviram de atalho, e jamais teria pensado neles sozinha (ou demoraria anos para me tocar de coisas óbvias).
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Bons estudos!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Fim de mundo, caléga?
Fim do ano estou indo ao Nordeste pela primeira vez para conhecer meus sogros. Primeira vez porque devo ser menos do que classe média e nunca paguei um pacote da CVC. É que na boa... buggy, trio elétrico e skibunda não são coisas que me atraem muito. Deixemos o Axé enterrado nos anos 90.
[aliás, até hoje tem um CD "Axé Bahia" lá em casa com duas bundas na capa usando shortinho de Carla Peres. Alguém levou ao aniversário de 12 anos do meu irmão há trocentos anos atrás e esqueceu. Aposto que o dono esquecido não foi atrás com medo de ser identificado com tamanho mau gosto.]
Então a caléga vem aqui na minha mesa jogar conversa fora. É a única caléga para quem eu conto as coisas, porque ela não é invejosa e não passa pra frente porque acha que todo mundo vai usar isso contra ela um dia (paranóia é pouco). Então ela pergunta:
- E o que você vai levar de presente pra sogra, hein?
[Ela se empolga com a minha vida. A dela é muito chata.]
- Ah, estou pensando em levar um jogo de cama bordado.
Porque eu fiz um curso de patchwork e aprendi um bocado de coisas. Bordo, faço tricô, crochê, assovio e chupo cana. E eu sempre faço apliques de tecidos recortados em formato de flores e outras coisas fofas e mamãe faz o caseado em volta. Fica um chuchuzinho de fofo. Todo mundo gosta de ganhar de presente, e patchwork é um troço caro pra caramba por aí. Será que um jogo de cama 300 fios não é um presente bom?
Mas caléga fez careta:
- Ah, não! Isso tem de monte lá no Nordeste! Todo mundo lá faz bordado, faz renda... Leva uma coisa que não tem lá!
[Detalhe: caléga tem uma lista de justificativas para falar mal dos nordestinos. Ou melhor, "essa gente nortista", segundo ela. ]
Ok... coisa que não tem lá? Vamos ver... no Nordeste tem: comidas típicas e folgedos (livro de Estudos Sociais mode on), renda, latifundiários e seus filhos libidinosos, a família do Sarney e do ACM, fogão a lenha, casinhas caindo aos pedaços, chapéu de couro, fitinha do Nosso Senhor do Bonfim, devotos do padim padi Ciçu, mandacarus, gente falando mole, mamulengos, redes, pescadores, macumbeiros, cachorros com nome de Baleia, repentistas pé-no-saco, forró, terra rachada de secura, cabeçudos e pobreza, muita pobreza.
Certo?
Então vou levar uma coisa que não tem lá. Que tal... um liquidificador??? Xi... será que tem tomada pra ligar? Será que vão saber o que é patchwork?
Poxa vida... em Recife tem Livraria Cultura, e pra mim isso já é sinal de civilização avançada. Inclusive tô com uma lista de coisas para comprar em lojas de lá que não têm nada igual em Sampa City (e não são lojas de bibelôs e outros porta-pós-na-estante locais). Tem shoppings bapho, tem internet (ohh, pasmem!), tem moda e até similares da Daslu (oi, Dona Santa?). Lá também tem gente rica e tem até classe média que paga pacotes da CVC pra Serra Gaúcha ou pra Buenos Aires! Ou seja... tem tudo o que tem aqui, só que eles não falam com o nariz entupido como nós paulistââânos, meu.
Só não têm 25 de março. Morram de inveja.
Fim de mundo é Itajuba-SC, que há dez anos só tinha uma sorveteria e uma coisa que eles chamavam de shopping que era um galpão com stands de bijuterias e roupinhas de praia vagabundas que abria às 16:00 hrs (sim, QUATRO DA TARDE!). E hoje em dia tem uns 3 barzinhos no centrinho, graças a Deus.
[E nos anos 90, loiras locais dançando axé na varanda de casa].
Já sei! Vou levar um pen drive de 64 gigas do marreteiro do centro por 20 reais pra sogrinha. Aposto que isso não tem lá.
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[aliás, até hoje tem um CD "Axé Bahia" lá em casa com duas bundas na capa usando shortinho de Carla Peres. Alguém levou ao aniversário de 12 anos do meu irmão há trocentos anos atrás e esqueceu. Aposto que o dono esquecido não foi atrás com medo de ser identificado com tamanho mau gosto.]
Então a caléga vem aqui na minha mesa jogar conversa fora. É a única caléga para quem eu conto as coisas, porque ela não é invejosa e não passa pra frente porque acha que todo mundo vai usar isso contra ela um dia (paranóia é pouco). Então ela pergunta:
- E o que você vai levar de presente pra sogra, hein?
[Ela se empolga com a minha vida. A dela é muito chata.]
- Ah, estou pensando em levar um jogo de cama bordado.
Porque eu fiz um curso de patchwork e aprendi um bocado de coisas. Bordo, faço tricô, crochê, assovio e chupo cana. E eu sempre faço apliques de tecidos recortados em formato de flores e outras coisas fofas e mamãe faz o caseado em volta. Fica um chuchuzinho de fofo. Todo mundo gosta de ganhar de presente, e patchwork é um troço caro pra caramba por aí. Será que um jogo de cama 300 fios não é um presente bom?
Mas caléga fez careta:
- Ah, não! Isso tem de monte lá no Nordeste! Todo mundo lá faz bordado, faz renda... Leva uma coisa que não tem lá!
[Detalhe: caléga tem uma lista de justificativas para falar mal dos nordestinos. Ou melhor, "essa gente nortista", segundo ela. ]
Ok... coisa que não tem lá? Vamos ver... no Nordeste tem: comidas típicas e folgedos (livro de Estudos Sociais mode on), renda, latifundiários e seus filhos libidinosos, a família do Sarney e do ACM, fogão a lenha, casinhas caindo aos pedaços, chapéu de couro, fitinha do Nosso Senhor do Bonfim, devotos do padim padi Ciçu, mandacarus, gente falando mole, mamulengos, redes, pescadores, macumbeiros, cachorros com nome de Baleia, repentistas pé-no-saco, forró, terra rachada de secura, cabeçudos e pobreza, muita pobreza.
Certo?
Então vou levar uma coisa que não tem lá. Que tal... um liquidificador??? Xi... será que tem tomada pra ligar? Será que vão saber o que é patchwork?
Poxa vida... em Recife tem Livraria Cultura, e pra mim isso já é sinal de civilização avançada. Inclusive tô com uma lista de coisas para comprar em lojas de lá que não têm nada igual em Sampa City (e não são lojas de bibelôs e outros porta-pós-na-estante locais). Tem shoppings bapho, tem internet (ohh, pasmem!), tem moda e até similares da Daslu (oi, Dona Santa?). Lá também tem gente rica e tem até classe média que paga pacotes da CVC pra Serra Gaúcha ou pra Buenos Aires! Ou seja... tem tudo o que tem aqui, só que eles não falam com o nariz entupido como nós paulistââânos, meu.
Só não têm 25 de março. Morram de inveja.
Fim de mundo é Itajuba-SC, que há dez anos só tinha uma sorveteria e uma coisa que eles chamavam de shopping que era um galpão com stands de bijuterias e roupinhas de praia vagabundas que abria às 16:00 hrs (sim, QUATRO DA TARDE!). E hoje em dia tem uns 3 barzinhos no centrinho, graças a Deus.
[E nos anos 90, loiras locais dançando axé na varanda de casa].
Já sei! Vou levar um pen drive de 64 gigas do marreteiro do centro por 20 reais pra sogrinha. Aposto que isso não tem lá.
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